
Durante a madrugada deste sábado (17), quatro homens foram presos em flagrante pelo crime de Extorsão no distrito de Vargem Alegre, por volta das 02:00.
De acordo com a PC (Polícia Civil), a ação foi desencadeada após uma denúncia da vítima, que informou aos agentes que dois policiais – um civil e um militar – e dois civis, exigiam R$60 mil reais para não incriminarem seu pai, forjando um flagrante com entorpecentes, caso as orientações não fossem seguidas.
Entenda:
Há cerca de um mês, o grupo ameaçou um Guarda Municipal da cidade de Volta Redonda, exigindo um pagamento inicial de R$60 mil, para não forjar um flagrante de Tráfico de Drogas contra seu pai, que possuía diversas passagens pela polícia.
Desde então, as vítimas começaram a pagar, evitando represálias dos bandidos. Não tendo o valor total, no primeiro dia deram uma quantia de R$2.400 mil, no segundo R$1 mil e 1 revólver Cal. 38 e no terceiro, um veículo de passeio modelo Gol.
Em posse das informações, a polícia com o apoio do Serviço de Inteligência da Guarda Municipal de Volta Redonda, começou a acompanhar cada passo dado pela quadrilha, montando uma operação; quando os autores pegariam mais R$2.500 mil, acabaram sendo abordados e não ofereceram resistência.
Com eles, foram encontrados 3 pistolas Cal. 9mm, 1 revólver Cal. 38, 1 tablete de Maconha, medicações anabolizantes, munições e 3 aparelhos celulares, além do automóvel da família, que foi recuperado.
Todos foram encaminhados a 93ª Delegacia de Polícia, onde o caso foi apresentado. Eles foram autuados por Extorsão, Associação Criminosa, Tráfico de Drogas e Porte de Arma de Fogo de Uso Restrito.
O SD da PMERJ, André Costa lotado no 33ºBPM (Angra dos Reis), foi transferido para o BEP (Batalhão Especial Prisional). O inspetor da PCERJ, Aloísio Silva, lotado na 101ªDP (Pinheiral), foi acautelado na unidade. Já o empresário Aislan Barbosa da Silveira de 44 anos e Vitor Nogueira Nolasco de 33, foram levados para a Casa de Custódia.
Em entrevista ao jornal Sul Fluminense Online, o guarda contou que viveu momentos de terror: "Tive que aguentar uma pressão danada. Todo dia eles ligavam, pedindo mais e mais dinheiro. Eles me mandaram vender a casa, bens… tudo o que eu tinha para dar para eles”, declarou.
Ainda segundo a Polícia Civil, a Maconha apreendida seria entregue ao GM, para que o mesmo vendesse, auxiliando-o a levantar a quantia exigida inicialmente.

Foto: Cedida pela PC
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